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terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Pequeno Escravo (Sobre Escravidão Infantil)

O Pequeno Escravo

Meu tempo de menino eu vivi na fazenda.
De dia, na lida, de noite, na tenda.
Na lida, de tudo, servindo na casa.
Na tenda, o sonho, no voo sem asas.

Na senzala, meu povo se tornava mais forte.
Curando as feridas, cicatrizando os cortes.
Renasciam pra vida, se esquivavam da morte.
Não pelo destino, tampouco a sorte.

Não queria ser branco, só queria igualdade.
Não queria riquezas, só minha liberdade.
Só queria o respeito, me bastava o direito.
De ser um ser humano, nesta humanidade.

Foi uma princesa, de altiva nobreza.
Que nos deu a certeza da libertação.
A lei da escravatura, lei da abolição.

Pondo um fim na loucura da escravidão.

A Semana Santa (Sobre Paixão e Morte de Jesus Cristo)


......A Semana Santa.......

Depois da Quaresma vem a redenção.
Quarta é cinzas, quinta é santa, sexta-feira é da paixão.
É semana de respeito, penitência e oração.
Sábado de aleluia, domingo é páscoa, celebração.

Vai ter peça teatral, a passagem, a encenação.
Vida e morte de Jesus, encarnação, ressurreição.
Passo a passo, representam nossa indignação,
Na alegria e na tristeza, na dor da crucificação.

Simbolismo de um povo que habita em comunhão,
Que comunga a esperança pelos dias que virão.
Que acredita na verdade de um Deus da salvação,
E reconhece no teu filho os rumos e a direção.

É na fé que se agrega mais um filho, outro irmão.
Por um mundo igualitário, sem nenhuma distinção.
Nem pela cor, nem pela raça, origem ou religião,
Somos todos recebidos com a mesma afeição.

E ao final desta jornada, em sinal de gratidão,
Voltaremos para casa com a fé no coração.

Enseada Bucólica (Sobre Barco - Mar)


.......Enseada Bucólica.......

Na parede da sala, na tela, tão bela.
Destacam-se os mastros, sem vento, nem vela.

A imagem é figura da enseada bucólica. 
Nos remete ao marasmo de tão melancólica.

O cinzento do céu refletido no mar.
Sem a luz que irradia a alegria no ar.

Entristece o verde ao fundo, na mata.
E relata a noite que não tarda a chegar.

O remanso sem vento que deduz calmaria.
Refletindo na água toda a nostalgia.

E os barquinhos tão lindos em cores distintas.
Sugerem as liberdades e a paz, infinitas.

Barreado em Morretes


.......Barreado em Morretes.......

Barreado em Morretes tem fila de espera.
Dizem que de tão forte, até regenera.
No frio de julho, com chuva lá fora.
A fome apertando, aumentando a demora.

A carne é cozida na panela de barro.
Levada ao fogo, fechada, lacrada.
Paleta sem osso e bacon fatiado.
Com cebolas e alhos, tudo bem temperado.

Cheiro gostoso vem correndo avisar.
Todo mundo se agita, a comida está pronta.
Onze e meia do dia, depois do passeio.
Para a nossa vontade é só mais uma afronta.

Lá vem o banquete, é o rei da festa.
Enfeitando a mesa de cheiro e sabor.
Acabou a espera e o brinde é feito.
Vamos ao que interessa, sem nenhum temor.

Farinha de mandioca no fundo do prato.
Caldo por cima, formando um pirão.
Carne com arroz, banana e laranja.

Saciando os famintos e a fome de leão.

Bom Jesus - Cristo Redentor



.......Bom Jesus .......

Lá no alto da colina,
Abençoando a cidade.
Se destaca no horizonte,
Representa a bondade.

Lá está o bom Jesus,
Com os seus braços abertos.
Protegendo a sua gente,
Nos caminhos mais incertos.

Traz a paz e a esperança,
Pra alegrar os corações.
Dos mais velhos às crianças,
O bom Jesus das multidões.

Lá está o nosso cristo,
O Senhor da redenção.
Que só espera de você,
Mais amor e comunhão.

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